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Brasileira é sequestrada, amarrada e deixada para morrer na fronteira EUA-México

Agora, o hospital onde ela se encontra está exigindo que as despesas sejam cobertas antes de darem alta.

30/12/2021 08h35 Atualizada há 3 semanas
Por: Mídia Paraíba Fonte: Gazeta Nees
Jessiane Gonçalves Schinaider foi encontrada no dia 6 de dezembro por um fazendeiro na região de Ciudad Juarez, no México, na fronteira com EL Paso, no Texas. GofundMe.
Jessiane Gonçalves Schinaider foi encontrada no dia 6 de dezembro por um fazendeiro na região de Ciudad Juarez, no México, na fronteira com EL Paso, no Texas. GofundMe.

Em mais um caso envolvendo brasileiros na fronteira sul entre Estados Unidos e México, uma jovem de 24 anos teria sido abusada e abandonada na fronteira no início deste mês.

De acordo com as informações, Jessiane Gonçalves Schinaider tinha o sonho de entrar nos Estados Unidos e seguir o “sonho americano”. Mas “caiu em mãos erradas ao tentar atravessar a fronteira mexicana”, disse Ivania Vazquez, criadora de uma campanha no GofundMe que busca ajuda para a família resgatá-la.

A publicação afirma que a jovem foi sequestrada e violentada de várias maneiras e “não morreu por milagre de Deus”. O último contato com a família foi no dia 5 de dezembro quando ela pediu para a família ter misericórdia dela e enviar mais dinheiro aos sequestradores. Mas os familiares não tinham como enviar mais e a jovem foi violentada e deixada em local ermo sozinha para morrer. Por sorte, um fazendeiro a encontrou e a levou até o hospital em Juarez.

"Foram dias de angústia até que uma enfermeira de Juarez no México conseguiu encontrar a família no Brasil pelo seu sobrenome. Literalmente eles achavam que a tinham matado pois estava amordaçada e com tiras em volta do pescoço, informações dada pelo próprio médico a um advogado", conta Vazquez, que vive em Massachusetts.

A princípio, os sequestradores informaram a família que ela tinha sido entregue aos agentes de imigração no Texas. Passaram-se dias de angústia sem que qualquer informação fosse relatada. A tranquilidade só chegou quando uma enfermeira da cidade de Juarez, no México, ligou. Ela conseguiu encontrar a família, no Brasil, através do sobrenome de Jessiane.

Agora, o hospital onde ela se encontra está exigindo que as despesas sejam cobertas antes de darem alta. De acordo com a publicação, o esposo de Jessiane, José Carlos, que está em New Jersey há apenas três meses, não tem condições de financeiras de arcar com todos os custos, nem a família no Brasil.

Aumento de brasileiros pela fronteira

Em 2021, o número de brasileiros arriscando a travessia ilegal bateu recorde. Grupos maiores de imigrantes brasileiros seguem arriscando a entrada ilegal nos Estados Unidos de uma só vez. E eles não estão correndo pelo deserto, mas atravessando redes de esgoto e de escoamento de água entre o México e os EUA, segundo a Patrulha de Fronteira.

Entre 28 de outubro e 9 de novembro, os agentes encontraram cinco grupos, principalmente do Brasil e da Venezuela. Todos os grupos entraram nos Estados Unidos ilegalmente e consistiam em homens, mulheres e crianças e tinham 43, 49, 73, 84 e 93 pessoas.

Antes disso, em 23, 26 e 27 de outubro, mais de 150 brasileiros foram detidos em grupos que atravessaram duas redes de esgotos. “Desde outubro deste ano, temos visto um aumento de grandes grupos de imigrantes sendo deixados ao longo da fronteira imediata e, em seguida, entrando ilegalmente nos EUA pelas tubulações”, disse Justin De la Torre, Agente de Patrulha Responsável pela Estação da Praia Imperial da Patrulha da Fronteira.

Em casos de mortes, em setembro, a brasileira Lenilda dos Santos, de 49 anos, de Rondônia, foi encontrada morta em uma área desértica no estado do Novo México, próximo à fronteira dos EUA com o México.

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