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Polícia EM CAMPINA GRANDE

Mãe participava das ‘sessões de tortura’ do filho de dois anos que morreu espancado, diz polícia

Segundo a polícia, a criança morreu na noite de terça após ser espancada e a mãe participava das agressões.

01/07/2021 17h49 Atualizada há 4 semanas
Por: Mídia Paraíba
Mãe participava das ‘sessões de tortura’ do filho de dois anos que morreu espancado, diz polícia

Mãe e padrasto de Gabriel Ramos de França, de dois anos, foram presos e apontados pela polícia como responsáveis pela morte do menino, vítima de espancamento. O crime aconteceu na noite de terça-feira (29), na casa da família, no bairro do Pedregal, em Campina Grande. Os detalhes sobre a investigação foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pela Polícia Civil, durante entrevista coletiva.

Exames do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) concluíram que a criança era espancada com frequência pelo casal e morreu após uma sessão de violência contínua, que chegou a causar rompimento de alguns órgãos. Outra criança filha dela, uma menina de quatro anos, foi submetida a exames e ficou constatado que ela também era espancada. A garota deverá morar com o avô.

Segundo a polícia, a criança morreu na noite de terça após ser espancada e a mãe participava das agressões. Na manhã de quarta, a mãe do menino percebeu que ele estava morto, avisou ao padrasto e os dois levaram a criança para o Hospital de Trauma de Campina Grande.

No local, médicos constataram que o corpo de Gabriel apresentava sinais de agressão e rigidez cadavérica, ou seja, o menino estava morto há várias horas. A equipe médica do Trauma acionou a polícia e a mãe foi presa como suspeita no caso. O padrasto fugiu, mas foi localizado pela polícia na casa de amigos, no bairro de Bodocongó, algumas horas depois, e levado para a delegacia.

Conforme a polícia, a mãe do menino estava sob efeito de entorpecentes e precisou de tempo para ficar lúcida e prestar depoimento. Além do relato do casal, a polícia ouviu também uma testemunha, que estava na casa no momento em que Gabriel foi morto e relatou mais detalhes da ocorrência.

O pai de Gabriel, um homem de 55 anos, disse à TV Correio que a ex-companheira não aparentava ser violenta enquanto vivia com ele. Os dois se separaram após ela conhecer o atual companheiro pelas redes sociais há cerca de 30 dias. O pai do menino disse que não pediu para que a criança vivesse com ele porque a mãe ainda o amamentava.

A mãe e o padrasto de Gabriel tiveram a prisão preventiva decretada pela polícia e poderão responder por homicídio duplamente qualificado, pela morte do menino, e por lesão corporal grave, pelas agressões contra a menina de quatro anos

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