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Geral ASTRONOMIA

Eclipse solar total virá acompanhado de cometa e chuva de meteoros em dezembro

A ocultação do Sol pela Lua fará com que o dia escureça

11/12/2020 07h38
Por: Mídia Paraíba Fonte: Por CanalTech
Eclipse solar total virá acompanhado de cometa e chuva de meteoros em dezembro

O último mês de 2020 reserva aos astrônomos e observadores alguns eventos celestes dos mais interessantes, como o eclipse solar total que ocorrerá no dia 14. Só que o eclipse não virá sozinho — a ocultação do Sol pela Lua fará com que o dia escureça, oferecendo a alguns sortudos a oportunidade de ver, ao mesmo tempo, o cometa Erasmus e meteoros da chuva Geminídeas.

Esses sortudos serão os habitantes de determinadas cidades do Chile e da Argentina. É que apenas nessas regiões do globo o eclipse solar será total, proporcionando as condições adequadas para uma boa visualização de objetos com luminosidade mais fraca. Se o céu estiver limpo em cidades como Temuco e Villarrica, contemplar um espetáculo e tanto. Aqui no Brasil, o eclipse solar será parcial, apenas.

Cometa Erasmus (Imagem: Reprodução/Michael Jäger)

Sobre o cometa Erasmus

Embora o eclipse dure algumas horas, o momento em que o Sol ficará totalmente coberto pela Lua vai ser de apenas 2 minutos, aproximadamente. Isso dará pouco tempo para os observadores registraram o fenômeno, mas o suficiente para os que estiverem bem preparados, então é provável que vejamos algumas boas imagens nas redes sociais após a data. Mas, infelizmente, a pandemia da COVID-19 impossibilita a locomoção de muitos observadores e astrofotógrafos acostumados a viajar para ver os eclipses.

 

Um desses observadores é o cartógrafo de eclipses Michael Zeiler. Ele disse que esta será sua primeira perda de um eclipse solar total em mais de uma década “e esta decepção é aumentada ao saber que o cometa Erasmus deve ser visível durante o eclipse total”. Para ele, será uma rara “oportunidade fotogênica”, já que a última vez que um cometa apareceu durante um eclipse solar total foi em 1948.

Por outro lado, pode ser que o cometa não apareça tão visível quanto os mais otimistas imaginam. É que, embora se trate de um eclipse total, a coroa solar — o envoltório luminoso do Sol — ainda será capaz de emitir um brilho ao redor da sombra lunar. Além disso, o cometa Erasmus estará apenas a 11º da coroa, perto o suficiente para ser ofuscado pela luz coronal.

Mas as chances de ver o cometa não são nulas. Afinal, ele brilhará com magnitude 4 ou 5, o que fica dentro do limite de visibilidade a olho nu, embora seja menos brilhante que a estrela Polaris, por exemplo. É possível que astrofotógrafos profissionais consigam boas imagens, mas talvez o cometa fique invisível a entusiastas não tão bem equipados.

Chuva de meteoros Geminídeas registrada com longa exposição (Imagem: Reprodução/Makia Minich)

Sobre a chuva de meteoros Geminídeas

Outro presente do cosmos para encerrar 2020 com um bom espetáculo é a chuva de meteoros Geminídeas, que atingirá o pico justamente na manhã do dia 14 de dezembro. Serão até 150 meteoros multicoloridos por hora, uma chuva espetacular, que infelizmente ficaráescondida de nossos olhos por causa da luz solar — exceto, talvez, durante o eclipse total.

Novamente, as expectativas devem ser reduzidas para ninguém ficar frustrado, pois, assim como o cometa, os meteoros também podem não ficar muito visíveis. Talvez o segredo para ver alguma “estrela cadente” seja olhar para uma região longe do radial da chuva Geminídeas, porque deve ser mais fácil perceber os meteoros através da visão periférica, e não olhando diretamente para eles.

Mais uma vez, a vantagem será dos astrofotógrafos que estiverem bem equipados. Com um tripé e uma câmera capaz de tirar fotos de longa exposição, pode ser que algumas imagens do eclipse venham com alguns riscos de meteoros “de brinde”. Ainda existe a possibilidade de deixar uma câmera filmando em time lapse durante os 2 minutos de eclipse total, o que também pode resultar em alguns riscos luminosos no céu escurecido pela sombra lunar.

Infelizmente, com muitos fotógrafos impossibilitados de viajar a áreas mais favoráveis à observação, devido à pandemia, teremos que contar com um contingente menor, se quisermos ver as imagens: os habitantes do Chile e da Argentina. Se os fotógrafos que já estão por lá conseguirem fazer bons registros, é provável que essas fotos circulem pela internet.

2020's Comet NEOWISE Jaufenpass in South Tyrol, Italy. GETTY
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