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Pediatra da Paraíba usa Instagram para alertar pais

Com mais de 50 mil seguidores no Instagram, o pediatra paraibano Flávio Melo fez das suas redes sociais um espaço para informar os pais, desfazer mitos e dividir sua rotina. Tudo isso com bom humor e ‘treta’, como ele mesmo descreve na plataforma.

28/04/2019 20h14Atualizado há 6 meses
Por: Redacao

escreve na plataforma.

“Adesivo na testa pra febre? Me engana que eu gosto”. Além da informalidade, o médico traz aspectos científicos de assuntos relevantes no universo da maternidade. Ao Portal MaisPB, ele contou que as postagens são uma tentativa de desmistificar a medicina e derrubar tabus sobre assuntos muitas vezes passados de geração em geração.

Gripe, febre, tosse, epidemia do sarampo, qualidade de sono, morte súbita, nebulização, garganta inflamada, viroses, alimentação saudável, sinusite, nutrição. A variação sempre inclui o universo infantil e as preocupações dos pais.

“Gosto de pegar temáticas que não são formatadas, batidas. Tem muita ressonância pegar mitos comuns e tentar trazer uma visão científica das coisas”, analisa.

Um dos assuntos mais polêmicos que tem sido distorcido, segundo o médico, é a necessidade de vacinação. De acordo com Flávio, o discurso do grupo ‘antivacina’ tem levado muitas pessoas, principalmente crianças, à morte. Ele ressalta o perigo da disseminação dessas informações e reforça, inclusive em sua conta virtual, sobre a importância da imunização.

“Vá ao posto, vacine seu filho, se vacine, se for o caso, deixe de mimimi com a vacina e não espalhe fakenews pelo zap”, alertou ele no Instagram. Por lá, o pediatra também gosta de combater notícias falsas.

O pediatra, que mora em Bananeiras e atende em um consultório no município de Solânea, notou um aumento na procura pelo seu atendimento médico, mas afirma que esse nunca foi seu objetivo. “Sempre quis exercitar minha escrita e trazer alguns assuntos com minha linguagem particular”, revela.

Ele, que começou no facebook, agora divide seu tempo entre as consultas, estudos e as postagens. Sem ‘dar conta’ de responder os seguidores, ele avalia que passar qualquer informação específica para algum caso poderia ser considerado consulta online, o que segundo Flávio, é antiético e ilegal dentro do código da Medicina.

Remédios milagrosos e doenças falsas – o médico vê na internet também um local de disseminação intensa de informações desnecessárias que confundem os pais e ressalta a necessidade de consumir notícias de profissionais que possuam registro no Conselho Regional de Medicina e usem referências em seus textos.

“Devemos contrapor sensacionalistas e picaretas virtuais com interesses escusos com informação boa e qualidade”, avalia.

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